Estava ensaiando para este retorno. Este sim é o post definitivo de hoje. Deixo claro que não sei se voltarei a escrever aqui novamente, mas pelo menos precisava escrever o que está preso.
Ainda não sei lidar com a frustração. Percebi isso hoje. Talvez não tinha percebido antes pois como sempre tive (e ainda tenho) uma vida agitada, sempre estive mergulhado em fazer 1001 coisas (sendo igual ao bombril) que não sentia ou não tinha tempo de perceber a frustração.
Uma coisa que gostaria de entender é de que modo as pessoas conseguem absorver as frustrações. Sejam elas de qual tipo: Profissionais, Financeiras, Amorosas... O que fazem para minimizar ou até mesmo acabar com ela. Sei que é complicado, que não somos máquina, que temos carne e osso e mais ainda, sentimentos.
Hoje tive os dois lados de uma das minhas frases prediletas: "Não me arrependo das coisas que fiz e sim das coisas que deixei de fazer". Digo isso pois ao fazer as vontades alheias e não as minhas, do modo que se deve fazer em qualquer (boa) relação, exagerei na dose e acabei passando mal no fim de semana.
Mas não era em qualquer fim de semana. Era importante pois iria prestar um concurso. Tudo bem que por causa das minhas atividades profissionais e pessoais não tive tempo de me preparar como deveria. Tudo bem que meus sintomas pioraram pois acabei tendo uma reação alérgica a medicação. Tudo bem que deveria ter feto já uma preparação anterior...
Mas será que se eu tivesse me poupado na semana, teria ficado doente? E se não tivesse ficado doente, estaria com mais disposição e mais atenção para o concurso? E até mesmo teria podido me preparar, mesmo que na véspera, em desespero, para a prova?
Mas mesmo assim fui fazer a prova. Fui corajoso, pois as minhas condições físicas não eram as melhores. Diria até que eram as piores. Mas eu fui, já que quem está na chuva é para se molhar, então que seja em um temporal!
Fiz a prova e assim que percebi que tinha terminado quis me livrar logo e poder chegar logo em casa. Mas bateu um sentimento estranho na prova. Bateu um sentimento de total e mais completa indecisão: "Será que fui bem? Será que foi igual a vários concursos que me dei mal pois não me preparei?"
Estava tão desligado em relação ao concurso que hoje me deu um "insight" e resolvi ver como fui na prova.
Antes não tivesse visto. Acho que era melhor ter ficado em casa naquele dia frio de maio tentando melhorar. Não passei por pouco. Muito pouco. Me disseram que fiquei na tangente. Digo que não fiquei na tangente. Estava dentro e ao mesmo tempo estava fora.
Percebi e entendi o significado da expressão "roubar doce de uma criança". Já chorei muito. Quando vi o resultado, há pouco e até mesmo agora, enquanto escrevo o texto. Chorei me perguntando o motivo disso.
Será que se tivesse bem teria passado? Será que se tivesse bem não teria passado? Por que por tão pouco? E é essa a pergunta que mais me frustra: "Por que por tão pouco?"
Com isso ainda me passam mais perguntas na mente: O que me reserva no futuro? Estou no caminho certo? Joguei todos os meus anos de estudo fora, seguindo um caminho errado? Por que ainda não acertei meu caminho? E pior, será que um dia irei acertar?
Não sei como vou ficar amanhã. Não sei nem se irei dormir. Existem dias que as pessoas querem guardar na memória e existem dias que querem apagar da mente, e se eu pudesse apagar o dia de hoje, faria o mais rapidamente possível.
Por hoje paro por aqui com a minha diarreia mental. Depois de uma longa ausência estou de volta, mas não sei se volto.