domingo, 9 de novembro de 2008

Conseqüência

Percebo hoje a conseqüência do meu cansaço. Hoje estava conversando e percebi que ainda não consegui melhorar. Meus pés continuam machucados, meu braço que estava ruim, continuou a ficar ruim.

Preciso de férias. Urgente. Mas não posso tirar férias. É impossível. Como isso é conflitante! E bastante interessante. Por mais que precise de férias e por mais que seja importante eu não posso. E não devo, o que é pior.

Acho que só poderei tirar férias quando cair doente. E não conseguir me levantar. Talvez seja esse o preço que tenho que pagar. Pagar em abraçar o mundo, fazer várias coisas ao mesmo tempo, arrumar mais grana para que possa fazer o que quero e visitar quem gosto. E se for esse o preço que preciso pagar, eu estou disposto a pagar este preço. Quero testar o meu limite. Quero ver o quanto que eu aguento.

Podem falar que sou sádico. Eu sei. Gosto de aventuras. É o que eu sempre digo: Não me arrependo das coisas que fiz, eu me arrependo das coisas que eu não fiz. Me arrependo dos lugares que não pude ir quando podia, de conhecer as pessoas quando tinha vontade ou quando poderia mas fiquei com preguiça.

Mas vejo que nos últimos tempos estou mudando. Não sei se é para melhor, não sei se é para pior. Somente o tempo poderá dizer. Mas sei que antes de mais nada, apesar de todos os meus infortúnios e de todos os imprevistos que passei, valeu a pena. Não só valeu, mas vale a pena.

Se tivesse que fazer tudo de novo, faria. E faria quantas vezes fosse preciso. Podem falar que é uma coisa impulsiva, uma coisa vinda do coração. Mas faria tudo de novo.

Não me incomodo ter que viajar um dia inteiro para ver quem gosto. Não me incomodo ter que mudar a minha rotina para me adaptar a coisas novas. Não me incomodo ter que cortar um país inteiro em menos de uma semana para fazer tudo o que seja preciso. Desde que eu consiga fazer tudo e esteja bem, isso importa.

Sei que tentando ser um multi - tarefa posso não fazer tudo como deveria. Isso é o preço que se paga. Pode ser um preço muito caro a pagar, mas não é o preço que queria pagar ou que poderia pagar. Se estou disposto a pagar este preço? Não. Nem um pouco disposto.

Eu sei que eu quero ajudar uma pessoa que há algum tempo atrás me ajudou. Mostrou para mim que deveria e que poderia levantar a cabeça e continuar a minha trilha. Que nem tudo estava perdido. Bastaria olhar para frente. Me ajudou muito nas minhas noites de insônia. Acho que também a ajudei nas noites de insônia dessa pessoa, pois um sempre conversou com o outro, cuidou do outro e principalmente ouviu o outro. Falo e repito: Se eu puder ajudar essa pessoa, vou ajudar com todo o meu coração. Isso é fato.

Hoje quando estava em casa, depois de ter chegado do meu curso que ainda bem que está terminando (falta só mais um dia, mais um dia!!!), senti saudade de uma coisinha fofa, a mesma coisinha que comentei nas minhas diarréias anteriores. A imagem dela me veio na mente, de um dia que um estava olhando para o outro, parecia que um estava encarando o outro. Nunca tive um contato tão próximo com qualquer coisa como naquele dia. Deixo bem claro que sou totalmente contra violência a animais de qualquer espécie. Até mesmo humanos.

Acho que ao mesmo tempo tenho um problema com os animais e um carinho enorme por eles. Não sei o motivo disso ocorrer, mas sou capaz de sentir saudade de animais das casas das pessoas e ao mesmo tempo não sentir falta das pessoas. Igual a uma outra vez que senti falta de outra coisa fofa, desta vez bem grande, bem maior que a coisinha fofa de hoje. Mas tão brinxalhona quanto. Ao mesmo modo que causava medo, poderia comer na tua mão e ainda ficar literalmente babando por você a noite toda.

Vou terminando por aqui mais uma diarréia mental esperando melhorar em breve pois sei que preciso ficar bom logo logo para continuar minha caminhada. Sei que em breve terei que viajar novamente, então preciso melhorar.

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